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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O LADO OPOSICIONISTA DO ELEITOR.





Pesquisa recente feita pelo Ibope e o jornal O Estado de São Paulo divulgaram dados que corroboram a predominante insatisfação do eleitorado brasileiro. Dos dado, 40% dos entrevistados assumiram que não votarão nos candidatos da situação, preferem a oposição, enquanto 16% dizem não votar em nenhum. A pesquisa abrangeu várias regiões do país e mostrou que o eleitor está cada vez mais cético em relação aos políticos atuais. Fatores dos mais diversos nos indicam esses números. A crise econômica é apenas um deles. Mas a corrupção é de longe o tema mais atacável.
Trazendo esses números para nossa realidade, observamos que Toritama é uma cidade em que o eleitor é tão volátil quanto seu pensamento. Aqui, o histórico de Prefeitos com prazo de validade curto é comum e desde o surgimento da Releição no final da década de 90, apenas dois ex-prefeitos conseguiram dois mandatos consecutivos. Isso nos mostra que a população clama pela alternância do poder conforme as circunstâncias locais.
Normalmente, em cidades do interior, têm-se um histórico com líderes que se perpetuaram do poder por determinado lapso temporal, sendo prestigiados por toda a cidade seja pela gestão, seja pela família tradicional ou outros critérios. Exemplos vizinhos com os Cavalcanti em Vertentes; os Lyra, os Rodrigues e os Lacerda em Caruaru; os Farias e os Barbosa em Surubim; os Almeida e os Queiroz em Santa Maria do Cambucá. Em Toritama é um caso raro. Famílias políticas sempre tivemos desde a Emancipação, mas, apesar de nova, a cidade não se deixou compadecer como as outras vizinhas onde essas famílias reinaram décadas. Aqui, quando não aprovado, o gestor dificilmente se reelege ou faz o sucessor, corroborando desse modo o resultado da pesquisa supramencionada.
FILIPE LUCENA acadêmico de direito

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