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domingo, 16 de dezembro de 2018

Polícia confirma que corpo encontrado em Ribeirão é mesmo da menina sequestrada



(Imagem: Edna Soares/Portal Nova Mais)

A Polícia Civil de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana de Recife, confirmou, no fim da tarde deste sábado (15), a informação de que o corpo encontrado esta tarde, à margem de um rio em Ribeirão, na Mata Sul do estado, é mesmo o da pequena Maria Irlaine Dantas da Silva, de 10 anos. O reconhecimento só foi definido pelos familiares a partir da pintura das unhas de um dos pés, na sede do Instituto de Medicina Legal.

Em entrevista à imprensa, o delegado responsável pelo caso, Mamede Xavier, informou que o desenho de uma borboleta em uma das unhas levou os familiares a concluírem que se tratava mesmo da criança desaparecida. Ele ressalta, contudo, que o modo como ocorreu o homicídio ainda precisa ser revelado através da análise cadavérica.

O corpo foi encontrado à margem do rio Ariado. O cadáver estava muito próximo ao local onde, na tarde de quinta-feira (13), moradores encontraram, pendurado numa corda amarrada ao pescoço, o corpo de José Carlos da Silva, 41, padrasto da menina desaparecida.

Uma irmã e a mãe da garota estiveram no local para ajudar na identificação. Por causa do inchaço e do avançado estado de decomposição do cadáver, a irmã não conseguiu reconhecer a criança no momento, nem mesmo as roupas que estava usando. Familiares acreditavam que a menina deveria estar trajando o fardamento escolar, uma vez que foi levada da escola pelo padrasto, na região da Charnequinha.

Uma mochila cor de rosa foi encontrada no local do suposto suicídio de José Carlos, na terça-feira. A mãe, bastante emocionada, também não conseguiu reconhecer o corpo como sendo o de sua filha no local do crime. 

ENTENDA O CASO


(Imagem: Divulgação da Polícia Civil)


Um caso bárbaro de sumiço de uma criança de 10 anos tem chamado a atenção de moradores de Cabo de Santo Agostinho e de Ribeirão, na Mata Sul do estado. De acordo com as investigações da Polícia Civil, um homem teria sumido com a enteada após o término de uma relação e, dois dias depois, foi encontrado morto na ponte de um rio. 

O sumiço ocorreu na terça-feira (11), mas foi registrado em boletim de ocorrências na quinta-feira (13), em Cabo de Santo Agostinho. De acordo com relatos da mãe da garota, a dona de casa Iraneide de Lourdes Dantas de Oliveira, ela e seu ex-companheiro estavam em processo de separação conjugal. Há dois dias, ele saiu de casa alegando que procuraria uma residência para morar, mas levou a enteada consigo.

Na quinta-feira, moradores do engenho Bastiões, na zona rural de Ribeirão, acionaram o efetivo da Polícia Militar para informar que foi encontrado o corpo de um homem, pendurado com uma corda no pescoço, na ponte do rio Amaraji, na BR-101. Na averiguação, constatou-se que se tratava de José Carlos da Silva, 41, o padrasto da menina desaparecida.

No local do provável suicídio, além dos pertences pessoais do morto, também foi encontrada uma bolsa escolar cor-de-rosa, que a polícia acredita pertencer à menor. A Polícia Científica foi acionada, realizou o levantamento cadavérico e encaminhou o corpo ao IML de Recife, na capital pernambucana.

SEPARAÇÃO CONJUGAL

Em entrevista à imprensa, a mãe da pequena Maria Irlaine Dantas da Silva disse que o seu ex-companheiro havia lhe telefonado na terça-feira, dizendo que entregaria a criança no dia seguinte, o que não foi cumprido. A mulher foi casada com o pai da criança por 16 anos. Há dois anos, no entanto, vivia com José Carlos, mas estavam em processo de separação.

O caso está a cargo da Delegacia Civil de Cabo de Santo Agostinho, sob a coordenação do delegado Mamedes Xavier. 

 
(Imagem: Edna Soares/Portal Nova Mais)

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