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terça-feira, 4 de outubro de 2016

“Vou reduzir o número de secretários viu; substancialmente. A prefeitura tem que trabalhar mais enxuta” – afirma prefeito eleito em Toritama.



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Fotos: Thonny Hill
Na manhã desta terça-feira (04), a rádio Polo FM recebeu, em seus estúdios, o prefeito eleito da cidade de Toritama, o empresário Edilson Tavares (PMDB).
Na disputa eleitoral ocorrida no último domingo (02), o candidato obteve 37,10% dos votos válidos, o que representa um total de 9.212 eleitores que acreditaram em suas propostas de governo.
A eleição no município foi uma das mais disputadas, já que os candidatos Odon Ferreira (PSB) e Lucinha Pereira (PSDB) também tinham reais condições de vitória.
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Avaliação sobre as eleições

Abrindo a entrevista, o prefeito eleito fez uma avaliação quanto ao processo eleitoral, destacando também as campanhas de seus adversários.

“Ganhar é muito bom, mas ganhar da forma como ganhamos é ainda melhor. Tivemos uma eleição extremamente disputada. Eram três candidatos, o atual gestor e sua vice-prefeita, mas eu também estava enfrentando grupos políticos tradicionais. Estávamos com cinco ex-prefeitos que estavam como opositores e 12 vereadores com mandato, que também estavam como opositores. Havia uma quantidade enorme de empresários com poder econômico forte e isso tem relevância na política. Eu sabia que estava disputando com Golias. Tivemos uma campanha onde a compra de votos, de promessas de empregos e outras coisas irregulares prosperaram de forma muito forte, mas falamos no coração das pessoas, indo as ruas, muitas vezes chamados de tolo e, fazendo assim, tivemos uma aceitação maciça” – disse.

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Diálogo com dois blocos de oposição na Câmara

Edilson foi questionado sobre como seria seu diálogo com a Câmara de Vereadores a partir de 2017, já que há dois blocos de oposição consolidados, um com apoiadores de Odon e outro de Lucinha. Sobre isso, ele respondeu:

“Tenho um relacionamento muito bom tanto com o grupo do atual prefeito como também com o da vice-prefeita. Vereadores de um lado ou de outro são meus amigos e, como eu ser de fora, não vir de nenhum dos grupos, temos a melhor composição possível. Se tivéssemos outro cenário eleitoral, teríamos um clima de guerra, mas no meu caso, fizemos quatro vereadores, o grupo de Lucinha, quatro, e de Odon, cinco.  São todos meus amigos e já me ligaram dizendo que estarão conversando comigo. Sempre fiz a política da boa vizinhança” e completou: “Não terei nenhum problema em ter a maioria na Câmara” – pontuou.

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Prioridades para início de mandato

O prefeito eleito foi questionado sobre quais problemas seriam tratados com prioridade no seu início de mandato. Edilson citou que a mobilidade urbana será vista, assim como a sustentabilidade, referindo-se ao lixão que fica às margens da BR-104 e outros problemas, mas frisou que a prioridade inicial será, segundo ele, a economia local.

“Na campanha, usei um bordão que dizia: “Escreva aí! Eu quero ter a feira mais organizada da região”. Vou fazer parcerias com Santa Cruz, irei procurar o prefeito Edson Vieira. Acho que já passou a hora de as cidades coirmãs terem uma gestão compartilhada nos negócios. Não podemos ser concorrentes umas das outras, pois nossos concorrentes estão fora. As cidades se complementam. O Festival do Jeans, a Rodada de Negócios em Caruaru e os eventos daqui de Santa Cruz tem que ser eventos onde as três cidades devem participar. Vamos fazer isso com maestria” – pontuou.

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Equipe de transição de governo

Questionado como estaria a formação de uma equipe de transição de governo, o mesmo citou que, na segunda-feira, entrou em contato com a administração municipal e uma reunião aconteceu com secretários de governo, citando que está havendo colaboração do prefeito Odon. O mesmo citou que já possui sua equipe de transição.
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Corte no número de secretarias na prefeitura

Edilson foi questionado quanto as secretarias de governo e se poderia adiantar quem seriam seus primeiros secretários. Fazendo mistério quanto ao tema, o mesmo citou que não tem nomes definidos, mas já fixou seu desejo em diminuir a quantidade de secretarias existentes.

“Estudei casos de administrações exitosas no país e eu percebi que não adianta ter um secretariado grande ou extenso. Estaremos cuidando da transição de governo, nos próximos dias estaremos fazendo nossas reuniões para modelar o modelo de administração e digo que vou reduzir o número de secretários viu; substancialmente. A prefeitura tem que trabalhar mais enxuta.  Quero ter cinco ou seis secretarias no máximo. Há uma caixa preta na cidade de Toritama. Tivemos informações de pessoas que eram secretários, deixaram de ser por uma conjunção eleitoral; as pessoas que substituíram, ficou no seu lugar, mas (o anterior) não saiu… Eu não entendo como o secretário sai, coloca outro no seu lugar e o antigo permanece… Tem uma confusão… Em Toritama, deve haver 13 secretarias e quero trabalhar com a metade disso” – pontuou.

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Promessa de corte radical no percentual de gastos com funcionalismo

Sobre esse ponto, o prefeito eleito mostrou uma postura ainda mais radical, citando que, segundo o mesmo, pretende trabalhar com a máquina pública abaixo do mínimo estipulado como limite prudencial de gastos com a folha salarial.

“Quero trabalhar abaixo do que estabelece a Lei (de Responsabilidade Fiscal). O limite prudencial é 48%, mas quero trabalhar com, no máximo, em 40%. Um limite que nos dê uma possibilidade de ter folga na administração. Contar apenas com recursos de emendas que são alocadas por deputados é muito pouco. A prefeitura tem que ter seu próprio capital e ela terá porque é uma cidade industrial. Tem muita renda, tem a arrecadação de suas feiras… Não há porque ficar nessa dependência. As nossas promessas de campanha são baseadas no próprio orçamento da prefeitura para que a gente não possa, ou não venha, passar vergonha” – frisou..

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